Domingo, 7 Setembro 2008...4:23 am

Diário de viagem do 1º Dezembro: dia 4 (06/09/2008)

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Dia 4 – 2º Jogo (1º Dezembro 1-1 KRKA)


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Despertar novamente às oito. Espera-nos um dia de bastante sacrifício. O jogo será às 13 horas, pelo que o almoço ficou adiado para as 16. Depois do pequeno-almoço houve apenas tempo para a necessária activação muscular, desta feita com passeio ao longo do rio e posterior sessão de alongamentos específicos.

A equipa da casa, S.V. Neulengbach, havia goleado as nossas adversárias eslovenas, KRKA, logo no primeiro jogo, por um expressivo 6 a 0. Estávamos cientes de que poderia ser um resultado bastante enganador, uma vez que os golos foram marcados na primeira parte, sendo que o segundo tempo registou um nulo. Era, portanto, uma equipa bem diferente da cipriota, com a qual disputámos uma partida de sentido único. Por outro lado, havia novamente a condicionante imposta pela hora da partida, 13 horas locais. Para quem não sabe, por estas terras está um tempo fantástico de Verão quente, e assim disputámos o encontro sob um sol abrasador. Mas, claro, se este facto nos incomodava, afectaria a equipa eslovena, ZNK KRKA Novo Mesto, de igual forma.


Helena Bento
optou, para este segundo jogo, por efectuar algumas alterações, fazendo descansar a experiente defesa central Susana Lourido e alterando a disposição em campo de algumas jogadoras. Assim, o onze escolhido para o início da partida foi o seguinte, para o habitual esquema de 4-4-2: Carla Cristina (Gr), Cátia Relíquias (De), Helga Portugal (Dc), Filipa Patão (Dc), Patricia Gouveia (Dd), Joana Rosa (Me), Tânia Pinto (Mc), Dolores Silva (Mc), Andreia Silva (Md), Carla Couto (Av) e Raquel Silva (Av).


O início da partida foi marcado, no que diz respeito ao nosso desempenho, por algum desnorte ao nível do sector médio, facto que veio a influenciar o desempenho colectivo. Dessa forma, e sem conseguirmos posicionar-nos correctamente ou efectuar pressão sobre a portadora da bola, bem como sem anularmos as linhas de passe, sucederam-se alguns lances de perigo junto da nossa baliza. Logo no segundo minuto de jogo, a médio direito da equipa Novo Mesto isola-se no seu corredor, conseguindo um perigoso centro que, não interceptado, encontrou o pé esquerdo da médio do corredor contrário que se apronta a disferir um forte remate, por sorte, ao lado. De seguida, e desta feita através de um pontapé de canto, novo lance de perigo, tendo sido extremamente importante a intervenção de Carla Cristina ao efectuar uma defesa espantosa. Esta jogada marca o fim do nosso pior período.

O meio-campo conseguiu finalmente disfarçar algum nervosismo e falta de entrosamento, começando a efectuar uma pressão melhor sucedida e, assim, conseguimos equilibrar a partida. O jogo passou a ser marcado por uma grande disputa ao nível do meio campo. As jogadoras eslovenas optavam por passes longos e cruzados, provocando algumas situações de aperto para a nossa defesa. Quanto a nós, procurávamos pôr em prática o nosso tipo de jogo, muito à base da circulação e posse de bola. Os remates, esses, foram escassos. As jogadas de maior perigo a nosso favor aconteceram já para lá dos 20 minutos quando, após a intercepção da bola por parte da defesa adversária e num passe à guarda-redes, esta, sob pressão de Tânia Pinto, coloca a bola quase a seus pés. Tânia, como que surpreendida e a instinto, remata à baliza, sendo que num último esforço a guarda-redes intercepta a bola. Logo de seguida, numa boa jogada colectiva, Carla Couto aparece sobre a linha final do corredor direito a cruzar ao primeiro poste, onde surge Raquel que, sob marcação apertada, cabeceia ao lado.


E assim termina a primeira parte com o nosso domínio evidente. Uma nota para o trabalho da árbitro principal que, não estando bem (sem contudo ser essa a justificação para o resultado final), não deixava jogar Raquel. Sempre que a nossa avançada recebia a bola, ou tentava, em corpo a corpo, posicionar-se perante um passe, era imediatamente advertida. Ou seja, Raquel não podia tocar nas defesas que a marcavam. Esta situação repetiu-se com as demais jogadoras, condicionando o nosso jogo ofensivo porque grande parte das jogadas no último terço de campo eram, de imediato, interrompidas, sendo assinalada falta. Aos 50 minutos entra, para o lugar da desanimada Raquel, Inês Quintanilha. Na segunda parte, a nossa equipa conseguiu finalmente colocar em prática algum do seu futebol. Começámos a procurar o golo de forma efectiva, sem conseguir, no entanto, grandes situações de perigo.


Inesperadamente, dada a toada ofensiva da nossa equipa, surge o golo (70 min.) da equipa Novo Mesto, uma vez mais com uma falha na intercepção da bola em zona proibida. A jogada tem início no corredor esquerdo, onde através de um cruzamento a avançada coloca a bola na baliza, sem hipótese para Carla Cristina. Não baixando os braços e já com Solange Carvalhas no lugar da pouco experiente Joana Rosa, os últimos vinte minutos foram de domínio claro da nossa equipa. Sucederam-se os lances de perigo, tanto através de livres ou cantos, quanto de jogadas rápidas. E é desta forma que surge o nosso merecido golo, numa jogada de insistência sobre o lado direito que permite a Carla Couto, já na pequena área, colocar a bola para o desvio de Solange. Nos últimos instantes da partida ainda tivemos a derradeira oportunidade que, com mais coração do que cabeça, não soubemos aproveitar.


Depositávamos grandes esperanças neste jogo e sentimos, por isso, uma profunda desilusão. Reconhecemos que a abordagem ao jogo não foi a mais correcta. A equipa revelou grandes dificuldades na adaptação às alterações efectuadas. Apesar do resultado não ter sido o que todas desejávamos e para o qual lutámos, devemos realçar o espírito de sacrifício e a união que as jogadoras revelaram, aspectos que serão fundamentais para o embate com a poderosa equipa austríaca. »

Inês Quintanilha

1 Comentário

  • Está nas vossas mãos quer dizer nos vosso pés representar Portugal! Força! Aposto que todas as jogadoras torcem por vós para encontrarem os bons resultados!


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